segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Administração da mentira II

Escrevi aqui neste site, no último dia 03, artigo intitulado de “Administração da mentira” e torcia e esperava não ter que novamente bater neste deselegante assunto que é o de chamar a administração de Nazária de mentirosa. Pois bem, pra não assim me comportar seria preciso vendar meus olhos, tapar meus ouvidos e, o que seria pior, deixar de andar em Nazária.

A mim parece que todos que fazem parte da administração de Nazária, notadamente os que ocupam cargos de direção, formaram-se e até se especializaram na arte de mentir. Mentem com coisas pequenas e mentem mais ainda com coisas grandes e sérias.

A saúde, que nos últimos tempos tem sido alvo da insatisfação maior da população, inclusive despertando a atenção dos veículos de comunicação do estado, causou algum alvoroço na administração do município e o prefeito, pra não fugir da regra, tratou de inventar uma estória e dizer a todos que ia dar uma solução ao caso, contratou de mentirinha alguns médicos (pois, segundo informação de um deles, o contrato foi apenas de boca, que deixa-os sem nenhuma segurança para o exercício da função); contratou de faz de conta alguns atendentes e agentes de saúde, e logo os proibiu de dizer que eram funcionários, pois, segundo o próprio prefeito, a partir do dia primeiro de janeiro é que irá contrata-los de verdade.

Os poucos medicamentos existentes no município e que ainda não estavam com prazos de validade vencidos estão estocados na sede da prefeitura, e não no posto de saúde. Os outros equipamentos para dar uma funcionabilidade aos postos de saúde ainda não foram comprados.

O Bolsa Família ainda está como dantes na terra de Abrantes, a Educação decresceu e a única novidade no setor são os discursos políticos do prefeito que se danou a mentir e, pasmem, as diretoras exigindo dos alunos que decorem textos com frases de elogio ao prefeito e seus assessores.

As estradas, coitadas dessas, as que dão acesso às fazendas do prefeito tiveram uma melhoria do tipo “sonrizal” e as que ligam outros povoados que não têm investimento particular do prefeito, incluindo as ruas da sede do município, estão abandonadas por completo (estrada do Brejo, Caeiras, Puçaseiro, Piaçaba, etc).

As promessas de algumas benfeitorias ao município estão sendo reservadas para 2010 (ano de eleição). Se o prefeito continuar com o mesmo raciocínio, em 2011 será igual a 2009, ou seja, nada feito, e aí nos restará 2012 (outro ano de eleição), portanto, o mandato de prefeito de Nazária, em desacordo com a Constituição Federal e Estadual será de dois anos para a população ser atendida com algumas migalhas. Então, é assim: o povo deve pedir a Deus que o inverno de 2011 não seja bom; os mesmos que não tiveram o direito de adoecer em 2009 também estarão proibidos de adoecer em 2011; a educação que foi ausente de qualidade em 2009 possa se recuperar em 2010, já que em 2011 tudo leva a crer que será igual a 2009; e, por fim, pedir a Deus de forma antecipada proteção em dobro para 2011.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Administração da mentira

No interior do nosso Piauí quando a pessoa mente demais costuma-se dizer que “fulano mente sem cerimônia”, e em nosso município de Nazária podemos afirmar que a administração municipal mente com cerimônia (mentira oficial) e sem cerimônia.

Se não bastasse a completa inércia da administração do município, a ausência por completo de ações que justifiquem a existência de um prefeito e de uma prefeitura, a administração danou-se a mentir, vai, autoriza ou permite que veículos de comunicação (portais de notícias) veiculem informações totalmente desprovidas do menor sentido de verdade. Ora diz não ter recursos suficientes para tocar o município, ora diz ter dinheiro em caixa, não faz nada e ainda zanga se alguém reclamar, tem adotado a política do xexéu (assume o ninho dos outros), diz como sendo suas as obras do Governo do Estado, divulga datas de inaugurações de obras quando as mesmas se quer saíram do papel ou outras em andamento inicial, gasta exageradamente com transporte alugado para locomoção de assessores que nada fazem, apresenta balancetes com pagamentos do que não realizou (festas fantasmas), pagamentos com empresa de lixo completamente suspeita (endereço não encontrado), pagamentos com empresa especializada em serviço de contabilidade que não está vinculada ou cadastrada no Conselho Regional de Contabilidade, pagamento de merenda escolar irregular (prefeitura de Teresina é quem realmente está pagando a merenda consumida nas escolas de Nazária até dezembro de 2009), pagamentos exagerados e sem explicação para assessores e assessorias jurídicas (em seis meses foram gastos mais de duzentos mil reais), contratação irregular de trabalhadores (sem concurso, sem carteira assinada e sem fardamento e equipamento de proteção individual), faltam médicos e medicamentos, a educação com uma queda considerável no seu nível se comparada a anos anteriores, prática exagerada de nepotismo, etc, etc, etc.

Fica até difícil se escrever um texto contando as irregularidades praticadas pela prefeitura de Nazária, haja vista que são tantas. Passam de R$ 6.000.000,00 (seis milhões de reais) os recursos chegados ao município e nada foi aplicado na cidade.

Os nazarienses já não suportam serem gozados e achincalhados por onde passam em razão da desastrosa administração que se instalou no município desde o dia 1º de janeiro de 2009. Os mais reticentes e acanhados habitantes da cidade se envergonham da maneira que o município está sendo conduzido. Até aqueles poucos apaniguados e protegidos já silenciaram e perderam o argumento de defender o indefensável.

Tudo aqui só acontece, ou melhor, só é prometido acontecer quando denunciado nos poucos veículos de comunicação que aceitam as reclamações populares. Pode-se dizer que, guardadas as devidas proporções, em nenhuma outra parte do Brasil está acontecendo tantos desmandos, atos de incompetência, arrogância e prepotência como na cidade de Nazária.

sábado, 28 de novembro de 2009

Por quê tanto medo?

Não entendo o porquê de tanto medo, ou quem sabe, da falta de coragem das pessoas que compõem a administração do município de Nazária de evitar dar explicações à população dos atos que são, ou deveriam ser, de domínio público. Estamos a viver na cidade do não se sabe, do não se explica, e do esconde tudo.

O prefeito de Nazária, sempre que tem a oportunidade de aparecer e falar nos veículos de comunicação do estado, sempre usa do expediente de não dizer a população de Nazária e do Piauí as reais situações pelas quais passam o município, deixando transparecer nas suas falas que a cidade não vem recebendo recursos suficientes e necessários para andar com seus próprios pés.

Com a facilidade que hoje tem a população de, através da internet, saber o que verdadeiramente acontece com os entes públicos, facilmente pode-se desmentir o prefeito e ver que os recursos têm chegado ao município todos os meses e de dez em dez dias. Para isso ser constatado, basta que acessem o site do Banco do Brasil (www.bb.com.br) e do Portal da Transparência (www.portaldatransparencia.gov.br).

Os recursos ao chegarem aos municípios brasileiros vêm com destinações específicas para as áreas de saúde, educação, investimentos e custeio da máquina administrativa. Para se ter uma ideia, se for necessário fazer a caiação do muro de uma escola, a verba para este fim chega a cidade, não precisando, portanto, que o administrador gaste recursos de outros setores.

O transporte de alunos também não é gasto dos recursos do município, e sim da união, e assim por diante: salários de professores, vigias, zeladoras, e merendeiras, como também a verba da merenda escolar. O que sobra dos recursos, são para investimentos e custeios, o que até a presente data não tem acontecido na cidade.

São inexplicáveis as colocações que o prefeito insistentemente vem passando para a população, já que insiste em reclamar da falta de recurso. Desde que nascemos como cidade, quase nada se tem feito e o pouquíssimo que aconteceu foi com recursos do Governo do Estado. Não se sabe se as farras com bois em churrascos, bandas animando corridas de cavalos e transporte de times de futebol, materiais de construção, cortejos fúnebres pode ser considerado como custeio ou investimento de uma cidade.

O prefeito nada faz e espera que os outros tudo façam. Agora a moda é esperar, segundo suas próprias palavras, pelos investimentos da Suzano, indústria de papel e celulosa, que se instalará em nosso município. Aqui o prefeito só funciona na hora de gastar, emitir informações não verdadeiras e debochar do nosso povo quando compara cidades mais antigas à nossa e justifica a falta de estrutura das mesmas.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Ainda escrevo, falo, e às vezes jogo bola

A história da humanidade nos mostra claramente que ter bens materiais, dinheiro e poder nem sempre são sinônimos de competência, esforços e força de vontade. Se assim fosse, os grandes ditadores caudilhos, impostores e carrascos estariam na frente e ocupando as primeiras posições no ranking de competentes do mundo, pois todos tinham bens materiais em abundância, dinheiro em demasia e poder de sobra. No entanto, protagonizaram as piores páginas da história, e que transformaram a humanidade em seres humilhados e esquecidos.

Na primeira eleição do município de Nazária, o hoje prefeito e então candidato Ubaldo Nogueira usava como justificativa de sua "competência administrativa” o fato de ter em pouco tempo obtido um patrimônio, convenhamos, grandioso. E procurava debochar e desdenhar dos seus adversários usando habitualmente a seguinte frase: “não sou bom de bola, não sou escritor, nem radialista, mas sou um grande administrador que conseguiu crescer e subir na vida. E tudo isso graças ao esforço, competência e força de vontade”.

Retruco e discordo com veemência desta afirmativa do hoje prefeito e então candidato que se diz competente para enriquecer, mas que lhe falta esta mesma competência para administrar o pequeno município de Nazária.

O meu amigo e escritor de belos textos Gildean Tiago, em sua crônica intitulada “As aparências enganam”, coloca o senhor Ubaldo Nogueira como sendo uma sumidade em competência e que no caso de Nazária, as coisas não estão dando certo por ser mal assessorado.

Me alegro bastante e até aprendo lendo os textos escritos pelo jovem Tiago, mas no caso em epígrafe devo dizer que a beleza do texto se contradiz com a realidade praticada pelo beneficiário das palavras. Aprendo todos os dias, e não tem como ser diferente, que quem conduz o corpo é a cabeça; que os órgãos e os membros do corpo humano estão ligados e interligados eletricamente aos neurônios de cada ser, que quando normal os têm na cabeça.

Quem nomeou, manda e comanda os assessores da prefeitura de Nazária é o prefeito, e ai daqueles que o desobedeçam, que terão a cabeça à degola. Daí ser de sua lavra a responsabilidade de ter ou continuar tendo-os à frente das coisas do município.

Esperar mudanças do prefeito de Nazária e julgá-lo bom gestor, só se for na administração de seu imenso patrimônio que intrinsecamente sempre esteve relacionado ao serviço público, visto que as empresas do prefeito em quase sua totalidade trabalham para o poder público.

Quanto a relação esperança e medo citada pelo novel escritor, confesso não ter entendido, pois acho que o medo foi o vetor principal do resultado da eleição, suplantando, inclusive, a possibilidade da existência da esperança. Quero crer que o deboche relacionado ao jogar futebol, escrever e falar, esse sim é fruto da pouca imaginação, infertilidade administrativa pública que o prefeito tem. Praticar futebol é para quem tem espírito coletivo, respeita o espaço dos outros e acredita na capacidade de seu semelhante, a demais requer inteligência, planejamento, estabelecimento de metas e, por fim, conclusão.

Quanto as autoridades elencadas no texto e que se fizeram presentes àquele show pirotécnico, exibição de telões, cometimento de crimes de injúria, calúnia e difamação, aquelas autoridades ali estavam não para avalizar competências, mas para fazer parte de um cenário conveniente àquele momento, basta ver que com excessão do senador João Vicente os demais, se hoje procurados, ali não compareceriam. Quanto ao número de expectadores, confesso ter sido grande, são os mesmos de outras ocasiões, importados de Teresina, com notas de combustível doadas e os da terra trazidos por ônibus pagos com o dinheiro público (existe processo tramitando na justiça), e que é muito natural numa eleição inaugural de uma cidade a presença popular para ouvir propostas, fato que não ocorreu naquele fatídico dia.

Acudir famílias com oferecimento de urnas funerárias quando da morte de um ente querido, doação de carradas de barro pagas com dinheiro público, premiação com plásticos da tapawer em datas festivas, doação de bandas de bois para churrascos, transporte de religiosos, etc. Isto não é e nunca serão atos de competência, e sim tentativas de massificar os mais humildes.

Napoleão Bonaparte, Calígula, Nero, Hitler e os demais ditadores da humanidade nunca jogaram bola, não sei se escreveram algum texto, e até que falavam muito quando na hora de humilhar seus semelhantes. Nem por isso deixaram de ter imenso patrimônio, poder em demasia e arrogância ilimitada. Continuo, portanto, escrevendo, falando, e jogando bola (apesar da idade), mas não me falta a sensibilidade de entender que aqui, nesta terra de Pedro Caridade, tudo vai mal, e não é por culpa de assessores e sim do chefe deles.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Incremento à renda

No dia 19 de julho do ano em curso, escrevi aqui neste blog que a economia de Nazária precisa nascer. Hoje volto com o mesmo tema e com a sugestão para o incremento da renda para a população do nosso município, notadamente para os que vivem e sobrevivem no setor primário. Se formos elencar o que se produz na cidade, no campo e na zona rural, observa-se que são muitos os produtores na piscicultura, avicultura, caprinocultura e suinocultura, sem esquecer da existência de alguns pomares que estão a produzir: manga, caju, goiaba, acerola, etc.

Na campanha passada lancei um programa para compor outros, se caso tivéssemos sido eleitos, chamado “MESA FARTA”, que consistia na possibilidade de compra de cerca de trinta por cento de alguns dos produtos das cadeias produtivas acima especificadas para daí se formar uma cesta básica balanceada para ser distribuída para pessoas sem renda da cidade.

Com essa iniciativa, o programa MESA FARTA incrementaria sobremaneira a renda dos que produzem na região e propiciaria à classe menos favorecida da sociedade local uma alimentação balanceada e de qualidade.

O percentual de trinta por cento que seria comprado pela administração pública municipal é pouco mais do que se perde dessas produções por desperdício, falta de acomodações adequadas e pela perecibilidade dos produtos a serem transportados e comercializados na Ceasa.

Fica a sugestão para o uso desta possibilidade de incremento a renda das pessoas que produzem e a introdução de hábitos alimentares de qualidade para a população de baixa renda.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Fórum permanente de combate à corrupção e improbidades administrativas será criado em Nazária

Está ganhando corpo a ideia de criação do fórum permanente de combate a corrupção e improbidades administrativas no município de Nazária. Um grupo formado por lideranças comunitárias, políticos, religiosos e da sociedade civil organizada em geral está em permanentes reuniões para compor e elaborar o formato desse fórum que terá como objetivo principal trabalho visando a observação da vida administrativa e política do município de Nazária, análise de contas, bem como de receitas e despesas, construção de um banco de dados com todos os atos administrativos publicados: licitações, contratações de pessoal, uso de bens móveis e imóveis do município, concursos públicos, etc.

Os idealizadores do fórum pretendem contar com o apoio e colaboração de um grupo multidisciplinar composto de advogados, contadores e auditores, que farão mensalmente uma análise minuciosa da prestação de contas da Prefeitura Municipal de Nazária e emitirão parecer para o fórum. A ideia é de ajudar a atual administração a trabalhar em respeito aos ditames legais.

Essa iniciativa se faz necessária exatamente em razão de que o município de Nazária é estreante na administração pública e que precisa dar seus primeiros passos sem correr o risco de criar embaraços maiores para o futuro.

Na composição do fórum, haverá um comitê gestor de análise, especialmente das contas referentes aos recursos vindos para a educação, saúde e serviços sociais. Logo que o mesmo tiver em funcionamento, seus coordenadores irão até o prefeito municipal de Nazária comunicá-lo a existência do fórum, as razões e os objetivos da existência do mesmo.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Projeto Bom de Escola, Bom de Bola: uma alternativa interessante para a juventude nazariense

No ano de 2007 foi implantado no então povoado, hoje cidade, de Nazária o projeto denominado “BOM DE ESCOLA, BOM DE BOLA”, que consistia de objetivos precípuos de agregar crianças e adolescentes da faixa etária de sete a quinze anos, matriculados e com freqüência regular nas escolas da rede municipal de ensino da cidade, que através da prática saudável do futebol também recebiam: atendimento psicológico, pedagógico e acompanhamento familiar em todo o período letivo. Notadamente com observância da grade curricular ministrada na sala de aula.

O projeto BOM DE ESCOLA, BOM DE BOLA durante todo o ano de 2007 obteve um aproveitamento de quase cem por cento de seus objetivos oferecidos, pois das cento e duas crianças e adolescentes matriculadas e freqüentadoras do projeto, apenas dois não obtiveram aprovação do ano letivo, o que é representa um percentual inferior a dois por cento do universo matriculado.

No final do ano de 2007 o coordenador pedagógico da Escola Francisco Alves de Carvalho, professor Luis, encaminhou à coordenação do projeto BOM DE ESCOLA, BOM DE BOLA, relatório consubstanciado enaltecendo as qualidades do projeto, bem como à satisfação do corpo docente da referida escola.

O projeto em pouco tempo passou a ser a menina dos olhos da classe estudantil, direção escolar, professores, funcionários em geral e sobre tudo dos pais que viram e ainda vêem no projeto a porta de saída para possíveis desvirtuamento da juventude da cidade.

A coordenação do projeto recebe quase que diariamente apelo dos pais e também dos jovens e adolescentes de Nazária.

Por essa razão, fazemos aqui um apelo para que a atual administração de Nazária, através da Secretaria Municipal de Educação e do Departamento de Esporte, Cultura e Lazer, que têm à frente o professor José Nunes e desportista Rogério, que adotem o projeto BOM DE ESCOLA, BOM DE BOLA como instrumento de inclusão da clientela alvo nessas positivas ações. Se acharem conveniente podem até dar outro nome do projeto, mas com certeza o resultado será o mesmo.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Questão de bom senso: revisar para legitimar

A justiça eleitoral do estado do Piauí, por uma questão de bom senso deveria autorizar o mais rapidamente possível uma revisão eleitoral para o município de Nazária. Esse mais novo município do estado, até o ano passado, fazia parte do município de Teresina e, por conta disso, estima-se que aproximadamente vinte e cinco por cento do seu eleitorado, ou seja, algo em torno de 2.140 eleitores de um universo de 8.571 inscritos na 97ª zona eleitoral, resida na capital Teresina e que não têm vinculação alguma com o dia-a-dia da cidade de Nazária.

Essas transferências exageradas e com fortes indícios de fraude por parte do eleitor ou de lideranças que comandaram essas transferências (comprovantes de residência falsos), fica evidenciada quando se observa que dos mais de noventa candidatos ao cargo de vereador no último pleito na cidade, cerca de trinta por cento dos mesmos não têm verdadeiramente como comprovar domicílio eleitoral no município, inclusive dois dos eleitos nunca moraram na cidade e ainda hoje moram na capital piauiense, sendo um deles presidente de uma associação de moradores de um dos bairros de Teresina.

A revisão eleitoral requerida e exigida pelos eleitores que verdadeiramente moram e participam das labutas diárias do município se faz necessária em razão do que vem acontecendo com a administração ora instalada em Nazária.

O inusitado em toda essa questão é que a coisa está acontecendo como se dois times de futebol estivessem em campo jogando e na hora de marcarem o gol, viesse um jogador de fora para converter o gol e por conseguinte se consagrar o herói da partida.

O povo nazariense crê na justiça eleitoral e é em razão desta crença é que apela para o elevado espírito dos magistrados que a compõem e solicita dos mesmos que autorizem a revisão eleitoral urgente no município para que pleitos eleitorais futuros sejam legítimos.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Convite à verdade

Quando o ditador austríaco Adolf Hitler quis dominar o mundo, iniciando pela Alemanha, tratou logo de fazer uso da máxima de que uma mentira repetida várias vezes fatalmente se tornaria uma verdade.

Lá, no longínquo ano de 1945, antes da segunda guerra mundial, o sanguinário ditador tentou impor ao mundo, através de suas mentiras, que aquilo era verdade, portanto, sendo um lobo em pele de cordeiro, utilizava-se da falta de informação dos seus subordinados e dos menos favorecidos para impor seu desejo insano de mandar e comandar a humanidade, mesmo que para isso sangue fosse derramado e vidas fossem ceifadas em grande escala.

Hoje (23/09/2009), como faço diariamente, procurei me informar lendo jornais, acessando portais de notícias e assistindo televisão, e ao ler o jornal Diário do Povo, na sua página de número oito, em edição especial (quando é pago pelo dono da matéria), li a seguinte manchete em letras garrafais e de cores forte: “Determinação e organização levam seleção de Nazária à vitória”. Fiquei deveras feliz pelo tom motivador da manchete e, sobretudo, por se tratar de um feito histórico para nossa cidade relacionada ao futebol (esporte apreciado, incentivado e, nas horas vagas, até praticado por mim).

No bojo da nota, algo me chamou atenção que diz: “o resultado obtido na competição demonstra a garra, determinação e organização da atual administração do município que tem como líder o prefeito Ubaldo Nogueira, homem simples e comprometido em atender as reivindicações da população em todos os sentidos”.

Há de alguém me perguntar o que me chamou atenção nesta parte do texto da matéria divulgada no jornal Diário do Povo, e aí eu respondo. Qual ou quais as reivindicações populares de alcance social e estrutural que até o momento foi atendida pelo prefeito da cidade? Certamente todos que poderiam me dar essa reposta, ao ler o que aqui escrevo estão um a olhar para o outro dizendo assim: “o que mesmo nós fizemos até a presente data?”.

Sem querer comparar as táticas da a atual administração de Nazária com as de Adolf Hitler, lá pelos idos anos de 1945, aqui podemos afirmar: a administração de Nazária mente, mente e mente na tentativa de que a verdade flua de ações não verdadeiras.

Voltando ao futebol, cabe-nos parabenizar todos os jogadores da seleção de Nazária, comissão técnica, colaboradores em geral e até mesmo ao prefeito, pois sabemos que ele é um desportista de longas datas. Mas não poderia de deixar de fazer um convite ao mandatário maior de nossa cidade, e esse convite é o convite de falar a verdade. Sem, contudo, querer o prefeito se respaldar no esforço coletivo dos jogadores da seleção de Nazária tapar o sol com a peneira e querer passar para a população que aqui está tudo bem. Esse desejo é, no mínimo, tentar desdenhar e duvidar da inteligência da nossa população, e aí passar para o estado que aqui está tudo muito bem, obrigado.

Que o futebol vai bem, isso sim é uma verdade, jamais podemos negar. Agora vão as perguntas: por que a saúde vai mal? Por que nossa educação está perdendo a qualidade?
Nossas estradas recebendo um tratamento de faz de conta? A sede do município completamente abandonada?

Seria falta de recursos? Com certeza não. Aqui somos zero de despesa (exceto folha de pagamento), temos uma receita que pode até não ser a desejada, mas é grande com relação aos outros municípios do Piauí. Ficamos felizes com a felicidade e o sucesso da nossa seleção, estamos a dividir este momento com todos. As fotos que colocaram na matéria “especial” do Diário do Povo, com alegria exagerada de alguns poucos funcionários da prefeitura não pode ser passada para o resto do estado que esta é a alegria do nosso povo. Sei que o prefeito e todos os seus seguidores nessa alegria devem, por razões obvias, destinar um pouco do seu tempo e observar um sentimento e espalhado por todo o município e que se contradiz a essa alegria estampada no jornal. O Convite agora é o de colocarem suas cabeças sobre os travesseiro, fechar os olhos, pensar nas milhares de pessoas do nosso município notadamente nas mães que estão na iminência de perder seus benefícios do Bolsa Família por irresponsabilidade única e exclusivamente de um tal cadastro mau feito e não encaminhado, pensar nas crianças que não tiveram o atendimento vacinal, pensar na população em geral que desde janeiro deste ano não sabe o que é atendimento médico em nossa cidade.

É importante também que essas pessoas em sua quase totalidade que hoje ocupam os cargos comissionados e de assessorias na prefeitura de Nazária, mas que moram em mansões em Teresina, que têm planos de saúde, que andam de carros bons e novos pagos pelo município possam também, se possível, refletir sobre e especialmente em atenção aqueles que também gostam de futebol, que sofrem muito, mas que ainda não perderam a vontade de sorrir. É em nome dessas pessoas que convidamos o prefeito a falar a verdade.

sábado, 12 de setembro de 2009

O porquê da maldade humana

Segundo Mencio Mong Tse (371 A.C, - 289 A.C), os seres humanos são naturalmente bons e agem naturalmente de maneira moral. São dotados de compaixão e da capacidade de distinguir o bem do mal e, por isso o mal é resultado de influências externas.

É comum no meio em que vivemos, quer seja no trabalho, ou na vida afetiva, nos defrontarmos com situações estranhas e que nos obriga a fazer alguns questionamentos sobre o porquê da condição dos seres humanos com relação ao ato de ser bom ou de ser mal, as reações contrárias em muitas vezes são frutos de sentimentos da inveja e da cobiça. Daí o nosso questionamento se a maldade humana é intrínseca ou adquirida? Por mais que se diga que alguém já nasceu mal, não é verdade, nenhum bebê nasce mal, pode depois tornarem-se maus devido a fatores exteriores, tanto a maldade quanto a bondade, penso, ser objeto oriundos do meio em que vivemos.

Em determinadas circunstâncias a maldade torna-se intrínseca ao ser humano, há quem diga também que a maldade é adquirida. Como adquiro maldade se não tenho em mim a maldade? Por que não adquirir a bondade se já vem conosco? Situações de vida e ambientes circundantes na maioria das vezes força ou induz o ser à maldade ou à bondade. Existem estudos que revelam que o homem primordial era complacente com os seus, assim como altamente “maldoso” dependentemente nessa circunstância, a meu ver, a maldade e a bondade estão a correr paralelamente às ações dos seres humanos.

Na labuta diária entre os seres que raciocinam, e é aí onde se encontra a maior concentração de sentimentos de maldade em virtude ou em razão do não aceite entre os que vencem pela capacidade e os que perdem por incapacidade, essa ação é, portanto, o que comumente chamamos de intrigas dos que insatisfazem-se com o talento dos outros. As preocupações no campo da humanidade se explicam por conta de disputas inerentes ao mercado, às vezes de trabalho e também do reconhecimento de mitos ou de lideranças momentâneas. O Fato é que a cada momento dificulta mais ainda o entendimento do porque da maldade humana.

O ócio, o parasitismo e a omissão de ações, tornam alguns dos seres humanos fortes possuidores de ódio e de vinganças em desfavor daqueles que negam o exercício de não buscar resultados. O aceitalismo comum dos que buscam situações de comodismo, forma verdadeiros exércitos de inibidores do progresso e, sobretudo, da liberdade humana. As ações com certeza querem resultados e os resultados indubitavelmente nascem dos esforços. Outro sentimento que contribui para a maldade é o da falta de coragem no enfrentamento das questões que amesquinham as pessoas. O encontro de respostas rápidas para questionamentos complexos é, numa análise mais rápida, a solução imediata para o silenciar dos gritos sufocantes dos que sofrem com a inércia de quem não podia e nem pode errar, aliás, se não podemos viver sem errar, deveríamos buscar viver errando menos.

Fugindo um pouco da análise mais completa e generalista, e adentrarmos no campo local e por conseguinte nos inserimos nesse contexto tão indesejável de aceitar a existência da maldade, queríamos se possível até esquecer análises filosóficas, interpretações técnicas, clínicas ou sintomáticas e dizer: ser bom dá menos trabalho do que ser mal.