quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Pelo olhar do respaldo popular

Com a autoridade moral dada pela população, a oposição em Nazária respalda-se nos seus 41,65% do geral dos eleitores inscritos na 97ª Zona Eleitoral, incluindo inclusive cerca de mais de 20% daqueles que aqui não moram e aqui não sofrem, vem mais uma vez suprapartidariamente e sem intuitos de promoções pessoais individualizadas, dizer em alto e bom som: aqui, nesta terra de meu Deus, está tudo errado e até parece que é proibido fazer certo.

Sem ser redundante, tudo continua como antes estava. Somos a cidade dos sem-tudo e do falta tudo. Nossa saúde deixou a semi UTI e encontra-se hoje na UTI em coma induzido apenas pela fé e em estado físico terminal.

A educação carece de retomada séria. No que sobra no físico falta no intelectual e no compromisso.

Aqui as práticas políticas encontram-se na era medieval. O centralismo chega ao cúmulo de que sem a presença do alcaide a plebe rude e ignara pode até morrer de fome e sede, já que no amparo público não se pode acreditar.

Dizia um filósofo popular: “estamos todos como os cachorros que latem atrás dos carros sem saber o motivo de tanta disposição, a troco de nada”. Foi, portanto, dessa forma que aqui se ganhou a eleição, sem se saber o porquê e nem para quê. Se era para se cultivar o abandono, por que não se deixou do jeito que estava?

Hoje o mandato de prefeito de Nazária que a exemplo dos demais municípios são de quatro anos, aqui ainda não começou, e quando começar com certeza não dará para fazer o mínimo que a cidade precisa. É, então, fechar os olhos, rezar e pedir a Deus que esse pesadelo logo acabe.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Oposição Construtiva

Quando da realização da primeira eleição que elegeu o primeiro prefeito de Nazária, 41,65% do eleitorado optou por estar na oposição ao prefeito eleito. Esse percentual que beira quase metade do eleitorado inscrito no município e há até quem afirme ser superior à metade dos que efetivamente moram na cidade, nos coloca numa posição de oposição responsável e construtiva e que em momento algum se sentirá satisfeita com erros ou desacertos do prefeito eleito, razão pela qual somente agora, de forma oficial e baseado em dados concretos e reais é que nos manifestamos a cerca da administração do município inaugurada em 1° de janeiro do ano em curso.

Devido ao pouco que temos, ou a falta de quase tudo, é comum e até certo ponto aceitável a ansiedade de todos e de maneira mais acentuada dos 41,65% que optaram pelo lado que não está no poder em exigir da oposição posição mais enérgica na cobrança de ações para o povo.

Entendemos que em menos de 180 dias não poderia se cobrar ou exigir do prefeito soluções para todas as questões que afetam diariamente o nosso povo e foi exatamente pensando assim que a oposição, de forma geral, penso eu, se comportou. Decorridos esta trégua natural, aqui estamos para dizer que somos firmes na defesa intransigente do que entendemos como o bem da população e na observância do que foi feito e do que se deixou de fazer, podemos afirmar que nosso município está à deriva, ou seja, sem cabeça e com um corpo andando estontiadamente sem rumo e sem direção.

Através do site oinazaria.com.br, principalmente nas suas colunas de acesso e participação pública se observa diariamente o clamor da comunidade por uma tomada de posição que saia em defesa da cidade e do seu povo. É bem verdade que os desmandos e as mazelas já começaram a aparecer e que a ineficiência administrativa tem ocupado lugar de destaque.

A falta de ações concretas para estruturação do município se faz sentir em cada canto que se anda. A brincadeira em se administrar se materializa quando se folheia os pouquíssimos relatórios de conhecimento público apresentados pela administração municipal. Se quiséssemos enumerar, poderíamos sem nenhuma irresponsabilidade afirmar: a cada dia de administração existe uma irregularidade para se denunciar.

A nossa educação beira ao abismo pela falta de qualidade e de compromisso pela nossa juventude. Estamos por todo esse tempo segurando todas as denúncias que nos chegam a cerca da educação. Coisas graves que vão desde a falta de qualificação de alguns profissionais, transporte inadequado de merenda escolar, falta de planejamento pedagógico e até o simples fato de falta de gás de cozinha nas escolas da zona rural.

O transporte escolar é de péssima qualidade, sem obedecer as exigências do Ministério da Educação, inclusive com denúncias de que os ônibus não recebem a manutenção para trafegarem com alunos e professores e que seus condutores, em vários casos, não são habilitados ou não têm preparo para conduzi-los.

Na saúde, pouco podemos comentar, pois as únicas denúncias recebidas são de que a mesma não existe. Falta médico, enfermeiros, profissionais qualificados; fechamento de postos de saúde e, pasmem, falta até vacina. Nossos agentes de saúde estão desde o início da administração sem se quer receber o comunicado do que devem fazer por parte da Secretaria de Saúde do município.

No campo da urbanização da cidade, até a presente data (04/08/2009), as ruas da sede encontram-se como verdadeiras crateras, dificultando o tráfego de veículos e pondo em risco a vida dos transeuntes.

Nossas estradas, somente agora receberam um tratamento de péssima qualidade, sendo que na sua grande maioria apenas a moto-niveladora (patrol) passou raspando-as.

No serviço social, a desorganização se aproxima do caos, onde até a primeira secretária já foi exonerada do cargo sem nenhuma explicação do que realmente aconteceu. Há, inclusive, suspeita de cadastros irregulares do Bolsa Família para beneficiar protegidos políticos.

Licitações para contratação de empresas executoras de obras e serviços, fornecedores e assessores são feitas ao arrepio da lei. Famílias que antes trabalhavam para a Prefeitura de Teresina tiveram toda sua vida bagunçada, em razão da “precoce desavença política” entre os prefeitos de Nazária e de Teresina, ocasionando uma verdadeira desagregação familiar em conseqüência da transferência dessas pessoas.

Nosso povo está tendo que tolerar todos esses absurdos por conta do medo da opressão que se instalou em nossa cidade desde a posse do prefeito. O que se viu no festejo do Sagrado Coração de Jesus foi fruto da truculência, arrogância política do grupo que venceu as eleições humilhando pessoas e impondo uma verdadeira lavagem cerebral na personificação do prefeito.

Expondo todos esses pontos e desafiando a quem os negue, a oposição que obteve 41,65% da preferência do eleitorado de Nazária, precisa mais do que nunca se unir na busca de soluções que possam minimizar o sofrimento do nosso povo e de nossa terra. Não devemos nos guiar por posições radicais e exacerbadas, queremos fazer uma oposição construtiva, mostrando defeitos e apontando soluções para o engrandecimento da Nazária. A fragmentação da oposição será, se assim ocorrer, indubitavelmente o desejo dos que usurpam o poder, já que o poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido.